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Tristeza Produtiva

Pr. Aluízio de Moraes Filho

Textos:  Mt 5:4 e II Co 7:8-11

O apóstolo Paulo nos fala de uma tristeza segundo Deus que é produtiva, ela produz um verdadeiro arrependimento, uma metanoia, isto é, uma mudança de mente, de mentalidade,  uma nova maneira de ver e compreender todas as coisas, uma transformação de vida.  O apóstolo, no trecho da sua segunda carta aos coríntios, usa sete palavras gregas que formam um caminho criativo para passar da tristeza segundo Deus à felicidade segundo Deus,  felicidade esta do termo grego macários usado nas bem-aventuranças e que significa “feliz aquele que…”.

No texto de Mateus encontramos “Felizes dos que choram, porque serão consolados”, este consolo vem por um processo criativo da parte do Senhor no qual a tristeza segundo Deus dará lugar à felicidade segundo Deus.  E ainda, a Palavra de Deus nos declara, de maneira maravilhosa, que Deus nos enxugará todas as nossas lágrimas (Ap 21:3-4).  Há de chegar o dia no qual diremos em meio às nossas tristezas e lágrimas como disse Jacó: “Deus estava neste lugar e eu não sabia”.  Ele está neste lugar, conosco no lugar de nosso sofrimento.  É como no Gênesis, que o “Espírito do Senhor se movia acima das águas” não importando o estado das mesmas, porque nem tormentas, tempestades, tufões ou furacões nos impedirão de chegar ao nosso destino, pois Ele “sempre nos conduz em triunfo”.

Os sete passos que nos levam da tristeza Segundo Deus à felicidade Segundo Deus são:

1- Spouden- que significa dedicação, cuidado. O primeiro passo é o nosso compromisso, nosso cuidado dedicado para solucionar o problema.

2- Apologian – que significa defesa. O Segundo passo é a defesa no sentido de uma ansiedade ou forte desejo de estarmos isentos de culpa, de nos livrarmos de toda culpa.

3- Agnatein – que significa indignação. O terceiro passo é termos um  sentimento profundo de descontentamento por causa da injustiça, inclusive e principalmente a que nós mesmos cometemos.

4- Phobon – que significa temor ou horror. O quarto passo é sentirmos um verdadeiro pavor por reconhecer que somos passíveis do juízo divino.

5- Epipothein – que significa saudade.  O quinto passo é termos o sentimento de falta de comunhão acompanhado de um profundo desejo do reencontro, pois os nossos pecados nos separam, nos afastam de Deus.

6- Zelon – que significa zelo.  O sexto passo é termos um forte empenho em reparar cuidadosamente os estragos causados pelos nossos erros ou pecados.

7 – kdikesin – que significa vindita. O sétimo e último passo não deve ser confundido com vingança, porque, em português, a palavra vindita significa algo superior à vingança  por ser um desejo insaciável de ver feita a justiça, não importando se é por nós ou contra nós, desde que a ela seja feita.  A vingança pertence ao Senhor, mas a vindita pode ser nossa, pois buscamos “em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça”, “semeando em paz o fruto de justiça”.

Um genuíno avivamento vem de um verdadeiro e sincero arrependimento, é “buscado com jejum, com choro e com pranto”, “oferecendo sacrifícios agradáveis a Deus, que são um espírito quebrantado e um coração contrito”.  E desta maneira, com fé, nos achegamos “a Deus e Ele se chegará” a nós outros.

A falta de tristeza pelo pecado nos leva à inconsolável tristeza pelo juízo.  Mas a tristeza segundo Deus, que produz arrependimento, tristeza pelo pecado, nos leva à consolação e à alegria do perdão, à alegria segundo Deus.  De maneira que as nossas lágrimas se tornarão as sementes de nossa alegria que colheremos no campo da seara de nossa vida das árvores de nossa felicidade.

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